quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Banda larga: um direito

Continuando na mesma linha, o debate seguinte no Campus Fórum tratou da questão da banda larga no País. Participaram Carlos Afonso, diretor executivo do Instituto Nupef e conselheiro do CGI.br, Lia Ribeiro, editora da Revista “A Rede”, Beatriz Tibiriçá, da ONG Coletivo Digital, Rossana Moura, do Programa Territórios digitais, do Ministério do Desenvolvimento Agrário, MV Bill, rapper, da Central Única das Favelas e Jesper Rhode, Vice-presidente da Multimídia da Ericsson Brasil.

Para Beatriz, é papel das ONGs lutar para que as comunidades possam ter acesso coletivo às tecnologias para produzir cultura. O Coletivo Digital tornou-se pontão de cultura e atua nessa área da inclusão digital, entendido como um direito de todos os cidadãos. "Nosso papel é exigir política pública. Estamos nessa briga há muito tempo. Não tem como falar em inclusão digital sem falar de software livre e infra-estrutura (acesso a banda larga)", afirmou.

O Plano Nacional de Banda Larga também foi tema de debate na Campus Party. Vale lembrar que hoje a oferta do serviço de banda larga é uma concessão, prestada em regime privado, isto é, sem controle de tarifas.


Já a gestora do Programa Territórios Digitais falou sobre as dificuldades de se levar o acesso a internet às comunidades rurais. "Se no meio urbano está se discutindo todas essas questões, vocês imaginem no meio rural...". Segundo Rossana, o Programa visa mostrar a essa população a importância do acesso à informação. "Estamos conseguindo alertar essas comunidades para importância deles participarem dos programas oferecidos pelo governo e tornarem-se protagonista das políticas públicas".

O Rapper MV Bill, um dos fundadores da Cufa, falou sobre as possibilidades abertas pela internet (por meio de sites como o MySpace) para a disseminação do seu trabalho, antes restrita às grandes empresas de mídia. "A Internet se tornou a minha principal forma de comunicação".

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